Como a alta do dólar afeta as importações? Nós explicamos!

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O dólar americano é a moeda mais relevante do mercado internacional. Sua variação influencia transações no mundo inteiro, o que significa que a alta do dólar interfere diretamente nos processos de compra e venda.

Por isso, essa é uma informação que não pode passar despercebida por quem atua na área, até porque tudo é negociado usando sua cotação como referência. Além de acompanhar o seu valor diariamente, é importante analisar cada cenário para tomar as decisões certas.

Vamos falar dos possíveis efeitos para as importações? Conversamos com Felipe Borsoi, analista comercial da Pibernat, e reunimos os principais impactos, a seguir. Confira a leitura completa para entender!

Renegociação de valores com os fornecedores atuais

Quando o dólar tem um aumento considerável, a importação se torna mais desvantajosa para os brasileiros. Como a nossa moeda fica desvalorizada e todas as negociações acontecem em dólar, fica mais caro trazer produtos de outros países.

Isso ocorre tanto pelo próprio valor das mercadorias como pelo conjunto de outros custos (como frete, seguro, impostos etc.). Tudo isso gera um “efeito cascata” de aumentos.

Em alguns casos, pode ser até que a compra fique inviável. Então, uma solução é entrar em contato com o fornecedor para renegociar os valores e tentar melhores preços. Essa é uma medida que deve exigir muito diálogo para chegar a um bom resultado para os dois e manter a parceria já existente.

Conquista de market share de empresas concorrentes

Market share é o termo usado para designar a participação que uma determinada empresa tem no mercado em que ela atua, normalmente relacionado ao valor das suas vendas. Para quem exporta, o dólar alto é o momento certo para aumentar as vendas, pois a moeda brasileira está barata para os compradores de fora e as chances de fazer bons negócios aumentam.

No caso da importação, o que acontece é o inverso. Porém, se a alta do dólar for bem administrada, é possível sair na frente de quem não conseguiu conter seus custos operacionais.

Felipe cita o exemplo de um importador que reavalia seus custos e opta por trabalhar com um armazém alfandegário até que o valor da moeda americana caia de novo, o que é uma das opções que podem ser adotadas. Assim, a empresa acaba criando uma vantagem sobre os seus concorrentes que não fizeram o mesmo.

Desenvolvimento de parcerias com novos fornecedores

Se não for possível negociar com os atuais fornecedores, outro caminho é buscar novos parceiros que estejam dispostos a isso ou que já apresentem um preço mais baixo. Assim, é possível compensar um pouco o alto valor do dólar.

Mesmo os produtores brasileiros sofrem com a situação, porque boa parte dos produtos exportados pelo Brasil precisam de componentes ou matérias-primas que são importadas. Logo, reavaliar a parceria com os fornecedores é uma situação comum para a maioria das empresas.

Pensando nos parceiros do processo de logística internacional, alguns detalhes podem fazer a diferença com a alta do dólar. Uma ideia, por exemplo, é optar por um fornecedor de frete brasileiro. Isso seria mais vantajoso nesse momento para pagar algumas despesas em real, o que não acontece quando a empresa é estrangeira.

Uso de drawback que permite suspensão e isenção de impostos

Para quem não sabe, o drawback é um regime aduaneiro especial, reconhecido pela lei brasileira, que garante a suspensão ou isenção de tributos para a importação de produtos que sejam utilizados em outro produto que será exportado. A ideia é incentivar as exportações do Brasil e tornar o país mais competitivo no cenário do comércio exterior.

Considerando um dólar alto, a possibilidade de não pagar os impostos de importação é uma vantagem considerável na composição de custos de um produto. Esses valores podem ser reembolsados pela Receita Federal ou podem ficar suspensos por um tempo. Além disso, se o preço do dólar acaba baixando depois, cria-se uma vantagem de crédito tributário para a empresa.

Reorganização interna nos processos logísticos, contábeis, financeiros e fiscais

Outro impacto da alta do dólar na importação é ter que reorganizar toda a estrutura operacional, principalmente no que se refere a processos logísticos, contábeis, financeiros e fiscais. Diante de novos valores, o gestor ou profissional responsável precisa rever todas as margens de custo da empresa.

Ter o controle dos dados vai facilitar a tarefa de identificar o real impacto decorrente da variação da moeda e as decisões que devem ser tomadas para preservar a saúde financeira da organização. Por exemplo, talvez seja preciso reduzir a equipe, procurar novos parceiros para enxugar as despesas, entre outras escolhas.

Esse é um momento em que cada empresa deve estudar alternativas para definir quais estratégias serão usadas para lidar da melhor forma possível com a situação. Para o analista da Pibernat, essa é uma ocasião de “extrema criticidade” e que demanda total atenção.

Alteração nos custos com energia e transporte

Energia e transporte são dois pontos cruciais para todas as economias do mundo. O preço do petróleo, que é cotado em dólar, representa uma das principais variáveis nesse contexto, e gera consequências em toda a cadeia produtiva.

Na verdade, sabemos que até os nossos gastos pessoais no dia a dia são afetados quando a energia e os combustíveis estão encarecidos, não é mesmo? Levando em conta uma importação, imagine a diferença de valor no transporte internacional de cargas.

Afinal, não estamos tratando de pequenas distâncias, por mais que os países sejam próximos. Felipe Borsoi aponta que essa pode ser a hora de redesenhar toda a operação para tentar driblar os altos custos. “De repente, troca o armador da carga ou o porto escolhido”, diz ele.

A expertise por trás das decisões faz toda a diferença para o sucesso do negócio. Por essa razão, ter a parceria de uma empresa como a Pibernat, que oferece uma ampla gama de serviços, é essencial para garantir mais possibilidades para o cliente lidar com as consequências da alta do dólar e resolver problemas com importação.

O que você achou de saber mais sobre esse assunto? Aproveite para complementar sua leitura descobrindo o que é o portal único de comércio exterior e como ele pode beneficiar sua empresa.

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