Os 4 principais modais de transporte praticados no Brasil

principais modais de transporte
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A operação logística brasileira tem particularidades muito específicas. Seja em função da legislação que a rege, seja por conta das limitações de infraestrutura, algumas características são bem marcantes e devem ser observadas pelos gestores da área. A questão sobre os principais modais de transporte no Brasil é, sem dúvida, uma delas.

Se o seu negócio lida constantemente com os desafios logísticos, principalmente aqueles relacionados ao escoamento de mercadorias, vale a pena conhecer as possibilidades de transporte. Lembre-se de que a otimização de processos é essencial para manter a competitividade da operação.

Neste post, você vai entender um pouco mais sobre o tema. Nossa missão é explicar quais são os modais mais utilizados e apontar as vantagens e desvantagens de cada um — de imediato e no longo prazo. Além disso, também destacaremos definições sobre a modalidade mais utilizada para escoar determinados produtos.

Boa leitura e bons insights!

Quais são os principais modais de transporte no Brasil?

A operação logística, que envolve o descolamento de mercadorias, é um desafio à produtividade das empresas contemporâneas. Para preservar as margens operacionais e de lucro, alavancar os resultados e maximizar a lucratividade, os gestores da área devem estar sempre atentos a novas possibilidades — inclusive na seleção dos modais de transporte.

No Brasil, podemos destacar quatro métodos de escoamento principais: rodoviário, ferroviário, aéreo e marítimo. A adesão a um (ou mais) deles depende de uma série de variáveis particulares: da infraestrutura da região, do tipo de mercadoria transportada e da capacidade de investimento de cada empresa, para citar apenas algumas.

Na prática, os gestores logísticos devem avaliar seus contextos, levantar as especificações de seus produtos e, só então, optar por uma modalidade. Estima-se que as despesas com escoamento de cargas englobam até 60% dos custos logísticos. Então, todas as alternativas de otimização devem ser consideradas.

Quais são as principais vantagens e desvantagens de cada modal?

Como já antecipamos, cada método de transporte possui uma característica e, consequentemente, uma recomendação. Há vantagens e desvantagens na escolha de cada um deles e, para manter a competitividade, as lideranças precisam analisar criticamente o panorama corporativo antes de selecionar o ideal.

1. Transporte rodoviário

O escoamento por estradas é, sem dúvida, o mais utilizado no Brasil. A malha rodoviária é extensa, mas de qualidade precária. Muito embora suporte até 60% do transporte de mercadorias (e 90% de passageiros), apenas 12,4% dela é pavimentada, o que fatalmente compromete a eficácia do serviço.

Desde a década de 1950, o modal rodoviário é o que mais cresce no país. Muito disso se deve, principalmente, à alta flexibilidade do método, que favorece rotas mais amplas, e à versatilidade de mercadorias que podem ser escoadas por ele — tanto cargas vivas quanto cargas secas.

Vantagens:

    • acessibilidade, já que chega a todos os cantos do país;
    • alta disponibilidade de recursos, agilizando a contratação do serviço;
    • facilidade em obter a documentação necessária, já que burocracia é reduzida;
  • flexibilidade em traçar, atualizar e ajustar rotas de entrega.

Desvantagens:

    • alto custo total, considerando os preços expressivos em combustíveis e pedágios;
    • precariedade das estradas, somada ao risco de perdas e furtos, o que compromete a segurança da entrega;
  • demora no escoamento, principalmente para distâncias maiores.

2. Transporte ferroviário

As ferrovias já tiveram bastante expressividade na logística brasileira. Os grandes vagões são ideais para cargas volumosas, percorrendo longas distâncias a um custo relativamente baixo.

Hoje, porém, os investimentos no modal são bastante modestos. Por isso, a infraestrutura para suportá-lo é deficiente e pode causar alguns transtornos às empresas que optam por ele.

Vantagens:

    • tem baixo custo operacional, já que as taxas são pequenas, e o combustível, mais barato;
    • transporta um excelente volume de carga e admite uma grande variedade de insumos;
  • minimiza o risco de acidentes, conferindo mais segurança.

Desvantagens:

    • tem rotas inflexíveis, já que os trilhos são fixos e não pode haver desvios;
    • geralmente depende de modais complementais, tais como transporte rodoviário;
  • infraestrutura precária, dificultando o escoamento.

3. Transporte aéreo

Com o fortalecimento da aeronáutica, as distâncias sumiram. Agora, mercadorias podem percorrer muitos km em questão de horas, contando com a praticidade dos aviões — no Brasil e no mundo.

Em casos em que há urgência, assim como nas situações em que a segurança da carga é um dos atributos mais importantes, o escoamento via transporte aéreo é uma excelente opção.

Vantagens:

    • cruza longas distâncias em um curto espaço de tempo;
    • os aeroportos estão geralmente localizados próximos aos maiores centros urbanos;
  • oferece mais segurança em relação às opções rodoviárias e ferroviárias.

Desvantagens:

    • apresenta um limite na quantidade que pode ser transportada, a depender da capacidade da aeronave, e também não admite todos os tipos de carga (materiais gasosos, por exemplo);
    • é mais caro do que outros métodos, como rodovias e ferrovias;
  • geralmente depende de modais complementares para chegar ao destino final.

4. Transporte marítimo

Assim como os aviões, as embarcações também podem escoar a mercadoria para longas distâncias. A maior diferença entre os dois, porém, é o tempo demandado na entrega: enquanto as aeronaves são rápidas e ágeis, os navios passam dias ou semanas ao mar.

Vantagens:

    • suporta cargas volumosas, além de variadas (em estado líquido, sólido e gasoso);
    • percorre grandes distâncias a um baixo custo de carregamento;
  • tem baixo risco de extravio e/ou perda de mercadoria.

Desvantagens:

    • demanda tempo considerável para finalizar o trajeto, com baixa velocidade na entrega;
    • exige uma série de documentos legais, o que burocratiza a operação;
  • infraestrutura deficitária, já que há poucos investimentos governamentais.

Qual é o futuro dos modais no Brasil?

Os gestores engajados sabem que olhar o presente não é suficiente. É preciso alargar os horizontes para enxergar oportunidades no futuro. Não é diferente com os modais de transporte.

É inegável que a tecnologia, por exemplo, tende a otimizar os processos logísticos e a oferecer soluções eficientes para problemas enfrentados hoje.

No caso do transporte rodoviário, há duas inovações em processo de desenvolvimento e aperfeiçoamento que podem ser citadas: os carros elétricos, que economizam combustível, e os carros autônomos, que dispensam motoristas e trabalham sem interrupções.

Da mesma forma, algumas mudanças podem chegar à aviação. A possibilidade de transportar encomendas com drones, por exemplo, ainda que pequenas, vem sendo estudada por empresas de varejo e deve se tornar uma boa forma de deslocar cargas.

Quanto ao modal ferroviário, alguns especialistas apostam em tecnologias que otimizam o consumo de energia, aceleram a velocidade do trem e minimizem a poluição. A grande questão, no Brasil, ainda é o montante investido neste tipo de transporte.

Por fim, cabe mencionar a evolução do escoamento marítimo. Para alavancá-lo, a aposta está na qualificação dos profissionais que operam em portos e embarcações, além da exploração de recursos tecnológicos capazes de agilizar rotinas e processos. Mais uma vez, o aporte de investimentos será decisivo para o futuro da modalidade.

A essa altura, é possível perceber que os principais modais de transporte brasileiros têm particularidades bem definidas e que ainda podem evoluir de modo considerável. Cabe aos gestores logísticos, portanto, estudar as opções e selecionar a que mais atende ao conjunto de necessidades de deslocamento.

Aproveite para entender um pouco mais sobre a importância dos modais de transporte no processo logístico. Sucesso e até a próxima!

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